quinta-feira, 4 de dezembro de 2008


Passo sobrevoando lentamente tudo que ficou,
Na leveza de cada sentença inspiradora nova,
Cada reunião sem pretensões,
Cada gargalhada misturada.
A beleza do não saber quem sou,
E a partir de onde nos tornamos um só.
Nós que aparentávamos sonhos no começo,
Hoje somos parte dos planos que ficaram,
Parte das lembranças que se misturaram.
Da beleza idealizadora do amanhã perfeito,
Até a saudade devastadora em lágrimas.
Levo comigo cada instante da união,
Éramos felizes.
Sou feliz em busca de tudo isso, de novo.
Posso partir daqui ao mundo,
Mas ao mundo, ficará parte inteira do que sou,
Do que serei, e do que pra sempre terei orgulho de dizer,
Em que me transformei!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Belo


(...) O filósofo que é conhecido pela teoria do “amor platônico”, volta a citar o sentimento divino, como o único capaz de elevar nossos espíritos desse mundo, e nos distanciar das coisas sensíveis e grosseiras que aderimos por aqui. Somente o “caminho místico” poderá nos mostrar a verdadeira direção à concepção do Belo, e nos fazer compreender o amor sublime. Platão explica que os homens ao virem para as sombras, distanciaram–se da essência do amor, e da razão para nos apaixonarmos. Nós, primeiramente, nos apaixonamos pela beleza errônea, pela beleza física, e nos apegamos a ela. Se formos realmente seres superiores, logo veremos que essa beleza è digna à ruína, e nos apaixonaremos verdadeiramente pela beleza da alma, que essa assim ascenderá e produzirá frutos de conhecimento. Após a retomada da verdadeira idéia de Beleza, os amantes tendem a ficar abismados com tamanha perfeição, e tendem a extrair e usufruir dos encantos e sentimentos puros que dela emanam. Foi com o decorrer de todos esses fundamentos, que Platão chegou ao entendimento da relação paralela entre Verdade, Beleza, Bem e Sentidos.
Tende ao nosso mundo, o sentido da visão ser o principal “captador“ das formas de beleza, sendo que, como o filósofo grego mesmo afirmou uma vez, nossos sentidos são plausíveis de engano, acreditando-se que a visão pode sim enxergar a beleza física, mas jamais enxergará a beleza da sabedoria que a alma possui.



Que a filosofia que guiou uma nação, possa brotar na mente de todo ser humano capaz de algum mal. Só depois de acreditar na força do conhecimento, nos faremos prontos para o melhor do mundo: o amor.
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sábado, 11 de outubro de 2008


A Saudade?

A saudade a gente guarda, junto com aquela nossa blusa preferida, a mais colorida!

Deixa ela lá....

E de vez em quando, vai à procura dela.

Vê se ela tem sobrevivido guardadinha, cuidada, e bem acompanhada.

Por que tentar apagar saudade é em vão!

Saudade é forma de amor...

Saudade nasce pura, permanece, pois um dia já sentiu a plenitude de uma companhia fiel e bonita!

Então a única coisa a se fazer,

É criá-la dentro de você.

Daí ela irá crescer, e quando Deus fizer o momento pleno voltar, aí sim ela terá germinado...

E nós seremos seu fruto mais lindo!

NÓS!

Eu, você e o nosso amor!



Ao meu amigo, amor, e saudade:

Meu poeta baiano!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008


Passarinho pára, pousa...
E no canto da janela fala sobre perdão, liberdade e tenta me acalmar.
Nem todo sorriso dura pra sempre.
Nem toda promessa de cumpre...
Se eu pudesse voltar...
E se eu pudesse misturar?!
Faria?
Se prender ao passado nos leva a um esconderijo sem luz, sem distinção de cor, tato, ou sentimento. Acaba com qualquer pouca gota de bons sonhos, e bons olhos para o mundo. Fico certa de que dá saudade do que passou. Dá vontade de parar e respirar... Prender todos os abraços naquela caixinha da gaveta... E finalmente deixar o tempo ir e vir, sem se apegar ao mar, que com ele leva tudo, e retorna com escoriações e manchas de um tempo já desistido.
Cada folha de auto-retrato que voltar, me levará ao presente, e aí sim, vai me fazer diferente.
O tempo era perfeito,
Nossos sorrisos de criança...
Ahh, que saudade de você!
Mas passarinho me chamou pra voar,
Deixei a cama desarrumada, o poema pela metade...
E te deixei crescer!

sábado, 27 de setembro de 2008


Amo... cada dia de uma forma,
Cada dia num tom.
Ontem era laranja, hoje tem cor de maça.
Nas férias era amor de criança,
Com pipoca, algodão-doce, e roda-gigante
Hoje chega como primavera,
Num vento suave, gentil, saudável...
Amor de qualquer jeito,
Amor em todos os sentidos.
Serve até pra cuidar...
Serve de proteção,
Sem qualquer medo,
Só por te amar!
PS: E a inspiração voltou!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


E quando todo o resto não fizer sentido,
Roupas, chaveiros, agendas...
As lembranças vão mostrar ainda além,
Vão desenhar a sombra de cada fotografia...
Vão deixar falar por si só. Porque voar sozinho é impossível.
Você precisa de base, segurança, fé...
Forças que só pessoas que estão ligadas a você
Por vida, destino ou sonho
Farão você sentir.
Os amigos que se foram,
As risadas perfeitas no pátio,
Levar a vida vai ser continuar calada, muda, inconsciente a cada verso que pulsa por essa saudade.
Fazer aquele tempo voltar,
E reconhecer, que nada, nem ninguém
Vai só até onde você pode ver.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Parabéns


Humano feito como qualquer outro.

Matéria, sonhos, alma, e todo o resto.

Pequeno, grande-ser, relevante.

Nascido de qualquer pouca gota de amor,

Que renasce a cada tom de sorriso,

Da felicidade nativa.

Oriunda de milhares de pensamentos,

Versos, crenças... mestres!

Se faz real em qualquer pedaço de papel,

Qualquer lágrima que aprendeu a ser doce,

Qualquer beijo que voou.

Aprendeu a ser Humano.

Completo, homem, sincero... POETA!



PS: Para Vitor Andrade.