quinta-feira, 9 de abril de 2009




Os gritos de silêncios,


Presentes na mais crua e extremista memória parecem não calar além dali.


Vão sós, correndo sozinhos, desacompanhados da pureza nascente nos sorrisos dos amores.


As armas que lhe atirariam as primeiras marcas de qualquer dor,


Se lenteiam na estrada que nunca chega ao pote de ouro.


O arco-íris permacendo cada vez mais brilhante e colorido, me repreende diante do tempo.


Da distância.


Me leva pra longe.


Os gritos que não se calam, e - já que são gritos - evadem cada vez mais alto.


Levam de mim pedaço que criei ao embalo de amor, companherismo e conhecimento.


São as palavras mais duras de uma via monodolorida.


São as lágrimas, que após tempos, me fazem mais realista a cada momento.

domingo, 5 de abril de 2009




Hoje o telefone tocaria...
Seria você.
“Tudo bem?”
“Tudo OK!”
Não te contaria as novas, não te aborreceria com meus contos
Você acharia tudo monótono,
Talvez falasse sobre a saudade, ou talvez calasse.
Você não vem mais.
A sinceridade não cabe mais a nós.
Você liga mas não faz mais diferença
Nosso medo, agora constante!
A oportunidade veio
Teus olhos cerraram
A cegueira opcional se destacou...
Nossa antes sinceridade se cansou.
Aí entao você liga,
Diz que não quer mais
Nossa definição de amor que desvalidou
Eu indiferente... concordo.
Pego fotos, poemas, músicas
Deixo no passado
“Foi bom do jeito que foi...”
“Sinto muito...”

A tua voz agora é de um estranho.

sábado, 7 de fevereiro de 2009


É questão de escolha. Quem se mete a viajar, acaba mudado ao tempo.
- Fechado para reembolso -

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008


Passo sobrevoando lentamente tudo que ficou,
Na leveza de cada sentença inspiradora nova,
Cada reunião sem pretensões,
Cada gargalhada misturada.
A beleza do não saber quem sou,
E a partir de onde nos tornamos um só.
Nós que aparentávamos sonhos no começo,
Hoje somos parte dos planos que ficaram,
Parte das lembranças que se misturaram.
Da beleza idealizadora do amanhã perfeito,
Até a saudade devastadora em lágrimas.
Levo comigo cada instante da união,
Éramos felizes.
Sou feliz em busca de tudo isso, de novo.
Posso partir daqui ao mundo,
Mas ao mundo, ficará parte inteira do que sou,
Do que serei, e do que pra sempre terei orgulho de dizer,
Em que me transformei!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Belo


(...) O filósofo que é conhecido pela teoria do “amor platônico”, volta a citar o sentimento divino, como o único capaz de elevar nossos espíritos desse mundo, e nos distanciar das coisas sensíveis e grosseiras que aderimos por aqui. Somente o “caminho místico” poderá nos mostrar a verdadeira direção à concepção do Belo, e nos fazer compreender o amor sublime. Platão explica que os homens ao virem para as sombras, distanciaram–se da essência do amor, e da razão para nos apaixonarmos. Nós, primeiramente, nos apaixonamos pela beleza errônea, pela beleza física, e nos apegamos a ela. Se formos realmente seres superiores, logo veremos que essa beleza è digna à ruína, e nos apaixonaremos verdadeiramente pela beleza da alma, que essa assim ascenderá e produzirá frutos de conhecimento. Após a retomada da verdadeira idéia de Beleza, os amantes tendem a ficar abismados com tamanha perfeição, e tendem a extrair e usufruir dos encantos e sentimentos puros que dela emanam. Foi com o decorrer de todos esses fundamentos, que Platão chegou ao entendimento da relação paralela entre Verdade, Beleza, Bem e Sentidos.
Tende ao nosso mundo, o sentido da visão ser o principal “captador“ das formas de beleza, sendo que, como o filósofo grego mesmo afirmou uma vez, nossos sentidos são plausíveis de engano, acreditando-se que a visão pode sim enxergar a beleza física, mas jamais enxergará a beleza da sabedoria que a alma possui.



Que a filosofia que guiou uma nação, possa brotar na mente de todo ser humano capaz de algum mal. Só depois de acreditar na força do conhecimento, nos faremos prontos para o melhor do mundo: o amor.
.

sábado, 11 de outubro de 2008


A Saudade?

A saudade a gente guarda, junto com aquela nossa blusa preferida, a mais colorida!

Deixa ela lá....

E de vez em quando, vai à procura dela.

Vê se ela tem sobrevivido guardadinha, cuidada, e bem acompanhada.

Por que tentar apagar saudade é em vão!

Saudade é forma de amor...

Saudade nasce pura, permanece, pois um dia já sentiu a plenitude de uma companhia fiel e bonita!

Então a única coisa a se fazer,

É criá-la dentro de você.

Daí ela irá crescer, e quando Deus fizer o momento pleno voltar, aí sim ela terá germinado...

E nós seremos seu fruto mais lindo!

NÓS!

Eu, você e o nosso amor!



Ao meu amigo, amor, e saudade:

Meu poeta baiano!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008


Passarinho pára, pousa...
E no canto da janela fala sobre perdão, liberdade e tenta me acalmar.
Nem todo sorriso dura pra sempre.
Nem toda promessa de cumpre...
Se eu pudesse voltar...
E se eu pudesse misturar?!
Faria?
Se prender ao passado nos leva a um esconderijo sem luz, sem distinção de cor, tato, ou sentimento. Acaba com qualquer pouca gota de bons sonhos, e bons olhos para o mundo. Fico certa de que dá saudade do que passou. Dá vontade de parar e respirar... Prender todos os abraços naquela caixinha da gaveta... E finalmente deixar o tempo ir e vir, sem se apegar ao mar, que com ele leva tudo, e retorna com escoriações e manchas de um tempo já desistido.
Cada folha de auto-retrato que voltar, me levará ao presente, e aí sim, vai me fazer diferente.
O tempo era perfeito,
Nossos sorrisos de criança...
Ahh, que saudade de você!
Mas passarinho me chamou pra voar,
Deixei a cama desarrumada, o poema pela metade...
E te deixei crescer!